18 de janeiro de 2013

6 anos.

Apresentei-to. Pedi-lhe que fosse comigo até aí, com o intuito de vocês se conhecerem. Não proferi uma única palavra. Mas escrevi-te. Eu e ele. Enchemos aquela garrafa de esperança e areia. Pedras e Amor. Fechámo-la com uma tampa e lançamo-la ao mar. As ondas estavam fortes, o mar estava revoltado. O tempo, por si só, estava confuso. Atravessámos uma corrente de chuva forte, antecedida por um vento cortante. Depois, o sol raiou. Depois, depois de termos escrito o que nunca te dissemos, o sol deu-nos as mãos. Por entre suspiros e soluços, ficou o alívio de tê-lo feito. Eu precisava daquilo. Há muito tempo que tinha inúmeras coisas pendentes para te dizer. Há seis anos que esperava pelo dia em que poderia voltar a falar contigo novamente. Há seis anos atrás, num dia não tão nublado como este, eu imaginava tudo menos a tua partida. Não sabia o que era perder. Não sabia a dor que iria carregar no peito por não te ter ao meu lado. O meu maior erro foi esse. O meu maior erro foi não me ter despedido de ti. Porque não pude… Porque a morte não avisa nem espera por ninguém. É cruel. E dói. Dói no peito de quem cá fica. Dói no peito de quem te Ama sem te ver. Dói no peito da tua neta. Que leias as palavras que te escrevi e ao mar lancei. Que sorrias e que te lembres de mim, assim, tal e qual como quando me deixaste. Um beijo meu herói. Até sempre.

1 comentário:

ic disse...

que bonito o que fizeste inês. :) *