24 de agosto de 2014

Recordo, com nostalgia, o dia em que me mostraste o teu cantinho aqui, neste mundo. Recordo-me de ficar horas e horas a fio a ler todos os teus excertos, todas as tuas frases, todos os teus vocábulos. Umas vezes sorria, de orelha a orelha, outras sorria por entre um olhar cheio de lágrimas de felicidade e orgulho... Outras tantas chorava de tristeza. Por saber que tinhas razão ou por discordar com cada sentença que havias redigido. Hoje, leio(-te) com saudade. Com saudade e orgulho em ti. Sempre foste muito melhor que eu nesta coisa das palavras. Sabes sempre o que dizer e como dizer... Eu não. Por vezes não me expresso como desejo ou nem me consigo expressar de todo. Tal como agora. Apenas queria dizer-te que recordo cada missiva do teu cantinho. Talvez um dia o futuro me traga aquilo que tu afirmas há tanto tempo... Talvez um dia escreva um livro, mas com uma condição: és tu quem escreve o prefácio. E sabes meu Amor, se um dia o escrever, começo com uma frase que há tempos redigiste num dos teus desabafos: “Hoje percebi que és a única razão pela qual respiro.”. 
Um beijo, de quem te atormenta o juízo, mas te rouba um sorriso.
(Aqui.)

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