Já estava escuro lá fora. Com o cair da noite, surgem as luzes dos candeeiros e o frio que nos gela o corpo... Mas não a alma. Não há alma que seja passível de congelar estando recheada de Amor. Com as mãos frias, tentei aquecer o meu nariz que deu logo sinais de quem estava a sofrer com o clima. Recordo-me de ti... Por brincares com o facto de eu ficar com o nariz encarnado, mal esteja um bocadinho de frio. Sorrio... Lá estás tu, nas mais pequenas coisas, nos mais pequenos pormenores. É incrível como consigo pensar em ti, até por ter frio. E nesse instante pensei em ligar-te. Para dizer que te Amo, pura e simplesmente... Mas não o fiz. Eram 17h12. Sabia que irias considerar descabido e inoportuno ou nem sequer irias perceber o “porquê”, mas vontade não me faltou, confesso. Nem vontade nem coragem, mas talvez não fosse o “timing” certo. Com o tempo, ensinaste-me a fazer as coisas nas alturas devidas, para que lhes possamos dar valor. E eu aprendi... Aprendi a guardar para depois aquilo que poderia ser dado agora e que não iria receber qualquer tipo de atenção. Em quase três anos, ensinaste-me isto e muito mais. Talvez não pareça, mas sei que cresci muito contigo. Aprendi que nem sempre o silêncio é mau e as às vezes as coisas poderão estar mesmo à frente dos nossos olhos sem que nós as vejamos - (bom, quanto a isso ainda tenho muito que aprender!)... Mas há tempo para tudo e, certamente, ainda irei ter muito para te dar e para aprender, na altura exacta... Contigo ao meu lado, assim espero e desejo.

3 comentários:
adorei, está lindo :)
Até ao nosso último segundo vamos ter sempre algo p dar :))
Adorei a música, como se chama?
Voltei aqui, apenas para te ler. "É isso que vou fazer, de hoje em diante... Para ti."
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