22 de janeiro de 2014

#22


❝ Rio-me de ti. Das memórias do sempre, das discussões de ontem e da tua atitude que para lá das mil promessas nunca muda de verdade. Rio-me de ti, percebo que gosto de ti e sorrio a pensar em ti. Porque se não fizesses asneiras constantes, se não virasses a minha vida do avesso, se não fosse eu a adormecer a chorar à noite, quem seria? A que vida pertencerias? Bagunça o meu mundo. Atormenta a minha paciência. Dá-me cabo do juizo. Assim pensarei sempre na porcaria que fazes, pensarei sempre nas asneiras continuadas do passado, mas também me vou lembrar de quem realmente as atura, é a mim que me pertences, por isso, por tudo. É por isso que me rio de ti. É por isso que me fazes feliz, ainda que assim. Deixo-te um sorriso, fica um bom dia pequena flor. ❞

Acordei com uma missão: fazer-te sorrir. Ainda ensonada, levantei-me e fiz tudo para que não desconfiasses de nada... Não desta vez! Desta vez não podia falhar. Pensando que eu ainda estaria a dormir, pedi-te para que me abrisses a porta de tua casa. A tua expressão naquele momento fez o meu dia valer a pena, mais do que qualquer outra vez. O teu sorriso, o teu olhar... “Missão cumprida” – pensei. A partir daí fomos só eu e tu. Só nós. Com a cumplicidade habitual, a cada rotação dos ponteiros dos relógios, a paixão crescera... Envoltos num abraço caloroso e em beijos arrepiantes, deixamos a tarde voar como se de um pássaro se tratasse. E o resto guardamos na memória, para que possamos aprender e fazer o amanhã melhor do que o hoje. O resto é segredo. O resto é nosso. O resto somos nós.

4 comentários:

Cátia Mourisca disse...

lindo!

Margarida Carvalho disse...

que texto lindo :)

Inês Pinto disse...

Lindo!

Joana disse...

que encanto, Inês. como já te disse mil e uma vezes, o vosso amor encanta-me <3