19 de abril de 2012

Síntese

Escrever sobre pessoas não é fácil. E falo por mim. É um desafio. Não que seja impossível porque, na realidade, não é. Mas custa. Porque cada caso é um caso. Cada alma é uma alma e está alojada num corpo e numa mente que difere no tempo e no espaço. Nós, seres humanos, somos estranhos. Uma espécie que tem vindo a ser analisada durante décadas e décadas e, mesmo assim, somos incapazes de agir sempre de acordo com as normas. Sim, elas existem. Há quem diga que foram criadas para serem quebradas mas, o que é facto, é que são essas regras que geram uma sociedade. E uma sociedade não se faz só de normas e de pessoas. Faz-se de sentimentos e de oportunidades. Faz-se de medos e de decisões. E por vezes vemo-nos encostados entre a espada e a parede. E o caminho? O caminho, esse, desapareceu. Chegamos a um ponto sem viragem e temos de escolher o rumo a seguir. Como se fosse fácil. Há que deixar coisas para trás. Chama-se custo de oportunidade. Há que avaliar os prós e os contras de cada encruzilhada. Chama-se balanço. Há que seguir o coração. Chama-se a isso: Amor. Seja ele próprio, correspondido ou totalmente incompreendido. Somos postos à prova nas mais pequenas coisas e nos mais pequenos detalhes. Muitas das vezes nem nos apercebemos disso. E erramos. Errar é a pior coisa que o ser humano pode fazer. A verdade é que por muito que façamos, os nossos erros vão sempre ter mais impacto que as nossas glórias. Não que nos queiram criticar, não que não gostem de nós, mas será sempre assim. E é por isso que se aprende com os erros. Para que eles nos sirvam de lição e de amostra das arestas que temos de limar. Num Presente. Num Futuro. Para que não sejam repetidos. Mas e quando estamos bem, estamos felizes, não erramos e vemos erros em todo o lado? Quando alguém nos diz alguma coisa e isso nos deixa a pensar? Muitas das vezes torna-se num pensamento morto. Outras tantas, não. E quando há frases e frases que ecoam repetidamente na nossa cabeça? E quando nos apercebemos que somos seres humanos, independentes, e nos tornámos dependentes de outro alguém para viver? Será isso possível? Será? Ou será apenas mais uma teoria deitada por terra? São questões retóricas. Pensamentos mortos. Dúvidas nunca antes esclarecidas. É uma vida. Um resumo de uma vida... Uma síntese. 

10 comentários:

claire disse...

obrigada inês.boa reflexão aqui

Anónimo disse...

Concordo com tudo mesmo.

Anónimo disse...

Adorei especialmente esta parte...
"Mas e quando estamos bem, estamos felizes, não erramos e vemos erros em todo o lado? Quando alguém nos diz alguma coisa e isso nos deixa a pensar? Muitas das vezes torna-se num pensamento morto. Outras tantas, não. E quando há frases e frases que ecoam repetidamente na nossa cabeça? E quando nos apercebemos que somos seres humanos, independentes, e nos tornámos dependentes de outro alguém para viver? Será isso possível? Será? Ou será apenas mais uma teoria deitada por terra? São questões retóricas. Pensamentos mortos. Dúvidas nunca antes esclarecidas."

Beatriz disse...

Nada de especial..

Anónimo disse...

O ser humano é confuso. Tens aqui frases que me tocaram e até me fizeram pensar que realmente é verdade. Realmente escreves muito bem, continua assim. *-*

Anónimo disse...

síntese? não reduziria tanto o que aqui escreveste. e que bem escrito que está!

máfs. disse...

somos sim :')

cláudiagomes. disse...

cada vez escreves melhor. É, amo-o tanto! Sou a mais feliz!

cláudiagomes. disse...

a sério, princesa :))

Anónimo disse...

eu tirei-a de lá, importas-te?