22 de abril de 2012

Recordar

Ao início não lhe ligava nenhuma. Fui desprezível e arrogante, como sou com toda a gente. Fria e calculista. Não me aproximei. Até que... Oh, não sei explicar, mas das conversas curtas passamos a conversas intimistas e ocasionais. Posteriormente, todos os dias passaram a ser ocasião e, quando dei por mim, já me tinha habituado a ele. Aquela presença constante que só quando perdemos é que notamos que afinal fazia a diferença. Sim, ele marcou a diferença. Marcou-me. E continua a marcar-me. Se fosse passageiro, eu reconheceria. Porque afinal de contas, nós sabemos sempre o que sentimos. E eu soube, soube que me estava a apaixonar por ele. Mas não admitia. Não podia dar parte fraca; não podia. Tive de manter em segredo. E mesmo sem o dizer, eu sei que ele soube. Ele sentia. Tal como eu, sentia. E sente. É por isso que hoje estamos unidos. Sabem, não foi fácil… Nem é. Mas nós lutamos e continuamos a lutar, apesar das adversidades. E estamos juntos. Depois de tudo e apesar de tudo. Por tudo, estamos juntos. E quando recordo o passado, faço-o com orgulho. Hoje sorrio daquilo que já me fez chorar. Por medo. Medo de perder aquilo sem o qual seria impossível de viver. Medo de o perder. A Ele e ao nosso Amor.

6 comentários:

máfs. disse...

Lindo <3

Vanessa ൪ disse...

Está lindo tonta *

Pat disse...

"E eu soube, soube que me estava a apaixonar por ele. Mas não admitia. Não podia dar parte fraca; não podia. Tive de manter em segredo. E mesmo sem o dizer, eu sei que ele soube. Ele sentia. Tal como eu, sentia. E sente."
está perfeito, identifico-me muito com esta parte que aqui reescrevi! vocês têm tudo para ser felizes, continuem <3

Joana disse...

oh, que lindo *-* este vosso amor enche-me o coração <3

Mariana Saraiva disse...

Foi sim Inês (:

máfs. disse...

Seremos :)