7 de março de 2012

♥♥♥♥♥♥

Seis...
Não me ensinaste a viver sem ti. Nem sem nós. E nestas últimas horas eu tive de aprender a fazê-lo sozinha. Eu e tu, não é meu amor? Circunstâncias da vida, diria… E não é fácil. Sabes, jamais pensei que tivesse de chegar a este ponto, mas parece que estava determinado que tínhamos de passar por isto. Oh, como tu proferiste, não é preciso perder-te para (te) dar valor, pois ininterruptamente to dei. A ti e ao que nutrimos. É por isto que somos distintos de todos os outros seres. Sempre valorizámos e provamos o que nos unia, fazendo de tudo para que nada nos afastasse. Há coisas que germinam para não mais serem abatidas, sabes? E eu acho que somos um exemplo disso. Creio em nós. Acredito hoje, tal como o fiz ontem, enquanto chorava ao ler o que ias redigindo e eu ia retribuindo. Perdi-me, sabes? Não tive mais forças para te responder. No entanto, também não tive mais alento para sorrir, tal como me pediste. Eu só sou forte contigo, só sei sorrir ao teu lado, meu amor. E há-de ser sempre assim. Tal como tu, espero. Não quero deixar-te (ainda) pior, não quero fazer-te chorar (ainda) mais, não quero magoar-te. Não quero. E por isso, espero. Por aqui… Vejo todos os nossos registos e releio todos os vocábulos que até hoje te dirigi. Acho que devias fazer o mesmo, sabes? É, ia fazer-te bem. Por entre lágrimas, esbocei um sorriso. Consegui. Porque oh, tu és o meu orgulho. Tu e a relação que temos. Muito própria, muito nossa. Muito eu e tu. Muito nós. Nós, leste bem. É assim que vamos continuar, não é? Isto é só uma má fase… Eu sei que sim, eu sei. Somos fortes. Eu e tu. Apesar de separados sempre juntos. Tu és forte meu grande amor. E olha, hoje, quando escreveres na escola, lembra-te de onde estávamos à seis meses atrás. Lembra-te do quão felizes fomos e somos. Lembra-te de todos os nossos sorrisos e abraços. Lembra-te do primeiro dia em que estivemos juntos e do último também. Lembra-te das promessas que fizemos e dos sonhos que juntos compusemos. Lembra-te do sentimento que ambos albergamos no nosso engenho. Lembra-te das manhãs, tardes e noites que vivenciamos. Lembra-te da nossa essência e do que realmente somos. Lembra-te de mim.  E se o fizeres, diz-mo. Lembra-te de ti. Sim, de ti. Lembra-te de como eras e de como foste. Feliz, creio. Eu sei fazer-te feliz. Apesar de ser pequenina, como tu com orgulho (me) denominas, cheguei ao teu coração e prometi-te não mais sair. Recordaste? E não vai ser isto que me vai suprir de lá. Não vai ser isto que nos vai distanciar. Estou aqui, à tua espera… Amo-te hoje, tal como ontem e como à seis meses atrás. Amo-te, como sempre o farei e tal como prometi. As promessas não se quebram... Seis.

4 comentários:

Ana Rita disse...

o texto está mais que perfeito! e acredita que é só uma fase menos boa, vai passar num instante :)

Pat disse...

como ele não anda propriamente bem devido à operação do pai, achei que era melhor não lhe fazer surpresas nem nada no dia de hoje, ele podia não gostar.. então combinei com o nosso grupo de amigos e sábado dizemos-lhe que é para ir ao café como costumamos ir sempre mas quando ele aparecer cantamos-lhe os parabéns e vou mandar fazer um bolo com smurfs visto que eles adoram-nos! o bolo está lindo, vou mandar-te por msg de fb*

Carina disse...

ahaha oh que linda doce <3

máfs. disse...

o que te referes quando dizes "isto"? não percebi o que se passou princesa :/