3 de agosto de 2014

Chega o dia em que decidimos voltar para aquilo que, na verdade, nunca deixou de ser nosso. Chega o dia em que, com o engenho apertadinho de saudades, decidimos aceitar que as palavras precisam de nós... Ou seremos nós a precisar delas? Talvez seja esta a maior pergunta retórica que emerge na minha mente. Mas voltando aqui, a esta casa... À minha casa. Vou manter as paredes caiadas como fundo. Vou manter a melodia que há quase três anos me deixou completamente embebecida por ele. Vou manter a paz e a quietude habituais das imagens que acompanham os meus vocábulos. Mas tive que mudar. Para poder voltar aqui, tive que remodelar o nome do meu cantinho. Custou, mas com a ajuda dele, depressa encontrámos duas palavras que me caracterizam... Afinal de contas, eu não sou nada sem as palavras e elas não são nada sem o meu engenho. Tinha saudades de escrever... E hei-de sempre ter. Mas a verdade é que assim sei que nada fica por dizer. Está tudo aqui, no meu Engenho Lírico, como lhe chamaste.
Quiçá desta vez venha para ficar... Quiçá!

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