Chega o dia em que decidimos voltar para aquilo que, na verdade, nunca deixou de ser nosso. Chega o dia em que, com o engenho apertadinho de saudades, decidimos aceitar que as palavras precisam de nós... Ou seremos nós a precisar delas? Talvez seja esta a maior pergunta retórica que emerge na minha mente.
Mas voltando aqui, a esta casa... À minha casa. Vou manter as paredes caiadas como fundo. Vou manter a melodia que há quase três anos me deixou completamente embebecida por ele. Vou manter a paz e a quietude habituais das imagens que acompanham os meus vocábulos. Mas tive que mudar. Para poder voltar aqui, tive que remodelar o nome do meu cantinho. Custou, mas com a ajuda dele, depressa encontrámos duas palavras que me caracterizam... Afinal de contas, eu não sou nada sem as palavras e elas não são nada sem o meu engenho. Tinha saudades de escrever... E hei-de sempre ter. Mas a verdade é que assim sei que nada fica por dizer.
Está tudo aqui, no meu Engenho Lírico, como lhe chamaste.
Quiçá desta vez venha para ficar... Quiçá!
Quiçá desta vez venha para ficar... Quiçá!

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