9 de agosto de 2012

Desafogo de uma noite perdida

5 a.m.
Quando te odeias. Quando tudo à tua volta faz com que isso aconteça. Quando te sentes sozinho. Quando descobres coisas sem sentido. Quando choras e ficas horas a fio à espera que alguém, que no escuro da noite, te devolva o sorriso. Quando essa pessoa não chega. Quando tens nojo de ti. Nojo, vergonha, desilusão. Quando és a desilusão em pessoa. Por tudo e por nada. Quando não vales nada. É isso, quando não vales nada. Quando ninguém sente a tua falta. Quando já não há mais nada a fazer por aí. Quando dói. Quando ficas a ver a vida a passar lá fora. Quando vês o nascer do sol e não é por isso que ganhas esperança. Quando perdes o teu rumo. Quando afogas as lágrimas na almofada numa noite escura. Numa noite perdida. Quando o teu barulho rompe o silêncio da madrugada. Quando o teu grito não é capaz de apagar nada nem de recuar no tempo. Quando te apetece ficar ali, sem que ninguém te procure. Quando te apetece morrer. Quando essa é a única solução para a tua dor. Quando nada mais há em teu redor. Quando o mundo cai e as pessoas que não gostam de ti se riem da tua cara. Quando alguém te julga e te deita por terra. Quando sabes que tens uma personalidade fraca e que qualquer coisa te destrói o sorriso. Quando é mais fácil dizer que está tudo bem do que tentar explicar o que não tem explicação. Quando forças para deixar de respirar… E nada. Acordas, sem nunca ter adormecido, daquilo que juraste jamais voltar a acontecer. Acordas de um pesadelo tremendo. Acordas da realidade para a realidade. E o que muda? Nada. Absolutamente nada. É assim que te sentes uma desilusão. É assim que a morte surge no teu pensamento. É assim que vês quem iria (ou não) sentir a tua falta. 

3 comentários:

Pat disse...

escreves tão bem :)

Inês Pinto disse...

Que palavras e que momento triste. Nestas alturas devemos pensar naqueles que amamos e arranjar força para ultrapassar as fases menos boas. Força!

Aurora disse...

Ora essa, anjo. Espero que estejas bem <3