Quando te odeias. Quando tudo à tua volta faz com que isso
aconteça. Quando te sentes sozinho. Quando descobres coisas sem sentido. Quando
choras e ficas horas a fio à espera que alguém, que no escuro da noite, te devolva
o sorriso. Quando essa pessoa não chega. Quando tens nojo de ti. Nojo,
vergonha, desilusão. Quando és a desilusão em pessoa. Por tudo e por nada. Quando
não vales nada. É isso, quando não vales nada. Quando ninguém sente a tua
falta. Quando já não há mais nada a fazer por aí. Quando dói. Quando ficas a
ver a vida a passar lá fora. Quando vês o nascer do sol e não é por isso que
ganhas esperança. Quando perdes o teu rumo. Quando afogas as lágrimas na almofada numa
noite escura. Numa noite perdida. Quando o teu barulho rompe o silêncio da
madrugada. Quando o teu grito não é capaz de apagar nada nem de recuar no tempo. Quando
te apetece ficar ali, sem que ninguém te procure. Quando te apetece morrer. Quando
essa é a única solução para a tua dor. Quando nada mais há em teu redor. Quando
o mundo cai e as pessoas que não gostam de ti se riem da tua cara. Quando alguém
te julga e te deita por terra. Quando sabes que tens uma personalidade fraca e
que qualquer coisa te destrói o sorriso. Quando é mais fácil dizer que está
tudo bem do que tentar explicar o que não tem explicação. Quando forças para
deixar de respirar… E nada. Acordas, sem nunca ter adormecido, daquilo que
juraste jamais voltar a acontecer. Acordas de um pesadelo tremendo. Acordas da
realidade para a realidade. E o que muda? Nada. Absolutamente nada. É assim que
te sentes uma desilusão. É assim que a morte surge no teu pensamento. É assim
que vês quem iria (ou não) sentir a tua falta.

3 comentários:
escreves tão bem :)
Que palavras e que momento triste. Nestas alturas devemos pensar naqueles que amamos e arranjar força para ultrapassar as fases menos boas. Força!
Ora essa, anjo. Espero que estejas bem <3
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